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Universidade Brasil reabilita animais silvestres e devolve espécies à natureza no interior paulista – Portal Cães e Gatos

A Universidade Brasil (UB) vem se destacando no noroeste paulista como um importante polo de reabilitação de animais silvestres.  – PUBLICIDADE – Em parceria com a Polícia Militar Ambiental, a instituição recebe animais vítimas de atropelamentos, maus-tratos e tráfico, oferecendo tratamento veterinário especializado até que estejam aptos a retornar ao habitat natural. A iniciativa une […]

A Universidade Brasil (UB) vem se destacando no noroeste paulista como um importante polo de reabilitação de animais silvestres. 

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Em parceria com a Polícia Militar Ambiental, a instituição recebe animais vítimas de atropelamentos, maus-tratos e tráfico, oferecendo tratamento veterinário especializado até que estejam aptos a retornar ao habitat natural.

A iniciativa une responsabilidade ambiental, pesquisa científica e ensino prático, fortalecendo o papel social da universidade e contribuindo diretamente para a conservação da biodiversidade regional.

Recentemente, o programa promoveu a soltura de diversas espécies após o processo de reabilitação no Hospital Veterinário da UB. 

Entre os animais devolvidos à natureza estão um tatu-peba, dois tamanduás-bandeira, nove araras-canindé, duas corujas suindaras, três papagaios e uma cuíca graciosa.

Todos passaram por avaliação clínica, tratamento e acompanhamento até apresentarem condições adequadas para sobreviver novamente em vida livre.

Casos complexos e recuperação de longo prazo

Entre os atendimentos mais marcantes está o de um tatu-peba resgatado em situação extrema, encontrado dentro de um saco de lixo com ferimentos graves na cabeça, resultado de maus-tratos. 

O tratamento foi longo e exigiu acompanhamento contínuo por cerca de dez meses até a recuperação completa.

Segundo o veterinário e professor Junior Soares, responsável técnico pelo projeto, casos como esse mostram a importância de estruturas preparadas e equipes qualificadas para o atendimento à fauna silvestre.

Formação prática e incentivo à pesquisa

Além do impacto ambiental, o projeto também é um diferencial na formação dos alunos de medicina veterinária da Universidade Brasil. 

Os estudantes têm contato direto com animais silvestres de pequeno, médio e grande porte, vivenciando na prática situações reais da rotina profissional.

A iniciativa já resultou em duas pesquisas de iniciação científica em andamento, cerca de seis trabalhos apresentados em congressos e 15 relatos de caso em fase de submissão para revistas científicas especializadas.

De acordo com o professor Junior Soares, as araras-canindé são as espécies mais atendidas pelo programa, seguidas pelos jabutis. 

Atualmente, cerca de 22 jabutis seguem internados, aguardando liberação para soltura, muitos deles provenientes de apreensões por criação ilegal.

Esses dados reforçam a importância do projeto no combate ao tráfico de animais silvestres e na reintrodução responsável dessas espécies na natureza.

Projeto com impacto social e ambiental

Para a reitora da Universidade Brasil, Bárbara Costa, o trabalho vai muito além da formação acadêmica. 

Segundo ela, todos os custos dos tratamentos são integralmente custeados pela instituição, sem ônus para o poder público.

“A iniciativa conecta nossos alunos com a biodiversidade brasileira, devolve animais saudáveis à natureza e forma profissionais com uma visão mais humana e responsável”, destaca.

Centro de triagem deve ampliar atuação

Como próximo passo, a Universidade Brasil planeja a construção do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). 

A expectativa é que o espaço se torne referência regional no manejo e recuperação da fauna silvestre.

O projeto aguarda a conclusão dos trâmites legais junto à Secretaria do Meio Ambiente para o início das obras.

Fonte: FSB, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre reabilitação de animais silvestres na Universidade Brasil

Quais animais são atendidos pelo projeto?

Espécies silvestres vítimas de atropelamentos, maus-tratos e tráfico, como aves, mamíferos e répteis.

Quem custeia o tratamento dos animais?

Todos os atendimentos são pagos integralmente pela Universidade Brasil.

O que é o Cetras da Universidade Brasil?

Um futuro centro de triagem e reabilitação que deve ampliar o atendimento e se tornar referência regional.

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