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Renata Camozzi ministra palestra sobre os riscos da obesidade em felinos no Cat In Rio 2025

A obesidade em felinos é um tema recorrente, mas muitos não a encaram como doença, o que é um grande risco. Esse foi o foco da palestra ministrada pela médica-veterinária diplomada em Medicina Felina pelo American Board of Veterinary Practitioners, Renata Camozzi, durante o Cat In Rio 2025, realizado de 6 a 8 de agosto […]

A obesidade em felinos é um tema recorrente, mas muitos não a encaram como doença, o que é um grande risco. Esse foi o foco da palestra ministrada pela médica-veterinária diplomada em Medicina Felina pelo American Board of Veterinary Practitioners, Renata Camozzi, durante o Cat In Rio 2025, realizado de 6 a 8 de agosto no Rio de Janeiro.

Promovendo uma importante reflexão sobre o tema, a profissional explicou que essa é uma patogênese multifatorial, que pode ser causada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

“Estudos mostram que até 60% dos gatos domésticos estão com sobrepeso ou obesos. Além disso, há pesquisas apontando que apenas um terço dos tutores reconhece que o seu animal está obeso e grande parte dos tutores de gatos obesos também são obesos”, pontuou.

Dentre os fatores predisponentes para a obesidade em felinos estão genética, raça, nível de atividade, tipo de dieta e até a castração.

Médicos-veterinários são fundamentais

Renata ressaltou durante a sua apresentação que os médicos-veterinários têm a responsabilidade de orientar os tutores sobre a obesidade, inclusive para o fato de ser uma doença.

Em cada consulta os profissionais devem pesar o animal e comparar ganhos x perda de peso, além conscientizar os tutores dos riscos e consequências da obesidade.

Dentre os métodos de diagnóstico da obesidade, segundo Camozzi, o índice de escore corporal é o mais utilizado. “Para gatos na escala de score corporal o ideal é nível 5 de 9, os que são classificados entre 8 e 9 já são considerados obesos”, citou.

Riscos e consequências da obesidade em felinos

De acordo com a profissional, a obesidade é a doença endócrina mais comum em gatos, tendo uma prevalência de 33% a 60%. Mais um dado relevante é que gatos obesos têm quatro vezes mais chance de desenvolver Diabetes tipo 2.

Outras complicações apontadas são enfermidades osteoarticulares, complicações cirúrgicas e anestésicas, baixa imunidade, doenças do trato urinário inferior e hiperlipidemia, por exemplo.

Mas então, como fazer o manejo da obesidade? De acordo com Renata, é preciso realizar um trabalho conjunto entre tutor e médico-veterinário, que envolve comprometimento, prática de exercícios e mudanças na alimentação.

Por mais que não seja fácil fazer os gatos se exercitarem, o conselho de Camozzi é descobrir quais brinquedos e atividades mais atraem o animal, como exemplo ela cita comedouros interativos.

Para finalizar deixa uma mensagem: “prevenir a obesidade é mais fácil do que tratá-la”.

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