Projeto PetBionic aposta em próteses biônicas para transformar a vida de cães e gatos com lesões graves
Iniciativa internacional une tecnologia, inteligência artificial e medicina veterinária para desenvolver implantes avançados, com potencial impacto também na saúde humana
O Projeto PetBionic surge com uma proposta inovadora: mudar o futuro de animais de companhia com lesões graves por meio do desenvolvimento de próteses biônicas escaláveis, otimizadas e comercializáveis.
Cofinanciado pelo COMPETE 2030 e com a participação da Universidade de Aveiro, o projeto aposta em tecnologia de ponta para ampliar as possibilidades de reabilitação de cães e gatos.
O grande diferencial da iniciativa está na combinação de revestimentos com agentes terapêuticos, que favorecem a osteointegração, com a integração de sensores inteligentes.
Esses dispositivos permitem o monitoramento, em tempo real, de parâmetros biométricos como a estabilidade do implante e a densidade óssea, com análise de dados apoiada por inteligência artificial (IA).
Consórcio multidisciplinar une ciência e prática clínica
O PetBionic é resultado de um consórcio multidisciplinar que reúne competências essenciais para o avanço do projeto.
Além da Universidade de Aveiro, a iniciativa conta com o Hospital Veterinário de São Bento (HVSB), líder do consórcio, responsável por garantir a adequação clínica das próteses com base em sua sólida experiência médica e cirúrgica.
Outro parceiro estratégico é a Composites Kingdom (CK), que aporta conhecimento especializado em materiais compósitos e fabricação aditiva.
Essa expertise é fundamental para otimizar o peso, a resistência e a durabilidade dos implantes, fatores decisivos para o conforto e a recuperação dos animais.
Pesquisa avançada em materiais e nanotecnologia
A fase inicial do projeto é dedicada à pesquisa de materiais e à sua interação com o tecido ósseo.
Essa etapa está sob responsabilidade da equipe da Universidade de Aveiro, liderada por Manuel Graça, e conta com a participação dos pesquisadores Sílvia Soreto, Manuel Valente, Luís Cadillon e Jorge Monteiro, do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (i3N-FSCOSD) e do Departamento de Física.
Os estudos envolvem o desenvolvimento de novas ligas metálicas, cerâmicas, polímeros, materiais baseados em nanotecnologia e revestimentos osteoindutores, capazes de estimular a ação dos osteoblastos — células responsáveis pela formação óssea.
Também estão sendo investigadas soluções com propriedades antibacterianas, que aumentam a segurança dos implantes.

Impacto além da medicina veterinária
Ao criar próteses avançadas que promovem uma conexão inovadora entre o tecido vivo e os componentes protéticos, o PetBionic ultrapassa os limites da medicina veterinária.
O projeto também dialoga com o conceito de Saúde Única (One Health), já que as técnicas e tecnologias testadas em animais poderão, futuramente, ser aplicadas na medicina humana.
Iniciado em janeiro de 2025, o projeto tem duração de 36 meses, com término previsto para 31 de dezembro de 2027.
O investimento elegível é de 1.618.433,44 euros, com um incentivo FEDER de 1.055.424,38 euros, reforçando a relevância científica e social da iniciativa.
Fonte: Veterinaria Atual, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre PetBionic
O que é o Projeto PetBionic?
É uma iniciativa que desenvolve próteses biônicas avançadas para cães e gatos com lesões graves.
Qual é o diferencial dessas próteses?
Elas combinam materiais inovadores, sensores inteligentes e inteligência artificial para melhorar a osteointegração e o monitoramento do implante.
O projeto pode beneficiar a medicina humana?
Sim. As tecnologias testadas em animais podem ser aplicadas futuramente na saúde humana, dentro do conceito de Saúde Única.
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