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obrigatoriedade, requisitos necessários, exceções e entendimento judicial – Portal Cães e Gatos

Depois de compreender a base ética e jurídica do TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, entenda como aplicá-lo de forma prática e segura na clínica. Segundo a Resolução CFMV – Conselho Federal de Medicina Veterinária nº 1.321/2020, o TCLE deve em apertada síntese: – PUBLICIDADE – identificar corretamente responsável, animal e médico-veterinário descrever, […]

Depois de compreender a base ética e jurídica do TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, entenda como aplicá-lo de forma prática e segura na clínica. Segundo a Resolução CFMV – Conselho Federal de Medicina Veterinária nº 1.321/2020, o TCLE deve em apertada síntese:

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  • identificar corretamente responsável, animal e médico-veterinário
  • descrever, de maneira específica, o procedimento proposto
  • apresentar riscos, benefícios, alternativas e consequências da recusa
  • ser redigido em linguagem clara
  • registrar que o consentimento é livre e revogável
  • ser datado, assinado e arquivado no prontuário, com via para o responsável pelo animal

Além disso, esta resolução descreve diferentes tipos de TCLE. Por exemplo: exames, procedimento terapêutico de risco, retirada de corpo de animal em óbito, cirurgias, anestesia, internação, eutanásia, retirada do animal sem alta médica, pesquisa clínica, entre outros. A lógica é: para cada ato relevante, um termo específico, e não um modelo genérico.

Excepcionalmente, nos casos de iminente risco de morte ou de risco de incapacidade permanente, o consentimento formal (escrito) pode ser dispensado, diante da impossibilidade de obtenção tempestiva da assinatura do responsável, cabendo ao médico-veterinário agir para preservar a vida e o bem-estar do paciente.

Ainda assim, é indispensável registrar no prontuário o quadro, a urgência, as razões da dispensa do TCLE e as tentativas de contato com o responsável, comprovando a diligência profissional perante o Conselho ou o Judiciário.

Enfim, o TCLE específico evidencia o dever de informar, compartilha responsabilidades com transparência e reduz riscos éticos e jurídicos. 

Caso real: TCLE genérico e a condenação da clínica veterinária (ré)

Em um julgamento envolvendo tartarectomia em felina com alteração cardíaca identificada em exame pré-operatório, havia TCLE assinado pela responsável pelo animal, mas o Tribunal o considerou genérico, incapaz de demonstrar que a tutora fora alertada sobre o risco aumentado. 

Houve condenação da clínica porque o TCLE genérico não afasta responsabilidade.

 […] o termo de consentimento informado firmado pela tutora do animal é genérico e não afasta a responsabilidade da clínica, que detinha o dever técnico de avaliar a real viabilidade do procedimento e de orientar adequadamente sobre os riscos, podendo inclusive contraindicá-lo (negrito nosso).

TJSP – Apelação Cível: TJ-SP – Apelação Cível: 1021067-16.2024.8.26.0405. Foro de Osasco, Relatora: Fátima Cristina Ruppert, Data de Julgamento: 27/06/2025, 4ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 27/06/2025.

NA PRÓXIMA EDIÇÃO

Abordaremos a Responsabilidade Civil na Medicina Veterinária e as diferenças entre a responsabilidade do médico-veterinário e da empresa que presta serviços de Medicina Veterinária.

Escrito por Ana Paula Falcão de Moura Gierlich – OAB SP 323.302 – @anafalcaogierlich.oficial

Confira o artigo completo “TCLE na Medicina Veterinária (parte 3): obrigatoriedade, requisitos necessários, exceções e entendimento judicial” na íntegra e sem custo, acessando a página 43 da edição de janeiro (nº 317) da Revista Cães e Gatos.



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