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O impacto da dor na hiperestesia felina, medo e ansiedade – Portal Cães e Gatos

Felina, 3 anos, FIV / FELV negativo, resgatada abandonada adulta e castrada. Após o resgate sentiu medo, ficou escondida e sem evacuar, comportamento associado a experiencia de manejo traumática com o veterinário, levando a quadro de medo extremo e ansiedade. – PUBLICIDADE – Mesmo muito amorosa com os responsáveis, o animal apresentava medo, ansiedade e […]

Felina, 3 anos, FIV / FELV negativo, resgatada abandonada adulta e castrada. Após o resgate sentiu medo, ficou escondida e sem evacuar, comportamento associado a experiencia de manejo traumática com o veterinário, levando a quadro de medo extremo e ansiedade.

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Mesmo muito amorosa com os responsáveis, o animal apresentava medo, ansiedade e dor recorrentes. 

Começou a generalizar o comportamento e apresentar crises de hiperestesia felina. Foram realizados exames de sangue, imagem e dermatológicos para descartar diagnósticos diferenciais e iniciar o tratamento. 

Introduzida a alimentação comercial para gatos castrados de salmão e protocolo de tratamento com Betaglucana, Ômega-3 e alfa-casosepina 75 mg de uso contínuo até novas orientações, além de Pregabalina 2,5 mg/kg, associada a Clomipramina 0,3 mg/kg, devido ao comportamento repetitivo de lambedura não ligado apenas as crises de hiperestesia, bem como aos cinco pilares, técnicas MEMO e feromonioterapia difusor.

A paciente ficou estável por um ano e meio, porém apresentou quadro de tríade felina importante e o tratamento foi suspendido pelo clínico.

Após 25 dias de cuidados direcionados ao intestino, os sintomas de hiperestesia felina, medo e reclusão se intensificaram, estando associados a cistite intersticial felina. 

Momentaneamente foi realizado o tratamento para a cistite com robenacoxibe 1mg/kg, Ômega-3, betaglucana 75mg, reintegrado a Pregabalina 2,5 mg/kg e incluído Frunevemab mensal após raio-x diagnosticar displasia coxofemoral bilateral moderada. 

Este manejo se mantém até o presente momento com quadro estável associado a técnicas MEMO, bem como retirada gradativa da Clomipramina 0,3 mg/kg, cinco pilares e Feromonioterapia difusor.

Técnicas MEMO e os cinco pilares

As técnicas MEMO são um conjunto de modificações ambientais e manejos multimodais que visam melhorar o bem-estar e qualidade de vida do gato doméstico.

Garanta um lugar seguro

O gato deve ter a capacidade de sair e entrar no espaço seguro por, no mínimo, dois lados caso se sinta ameaçado. A maioria dos gatos prefere que o espaço seguro seja no alto e que caiba apenas ele. Bons exemplos de lugares seguros são: uma caixa de papelão, uma caixa de transporte de gatos e uma prateleira elevada bem como móveis. Os locais seguros devem estar longe um dos outros para que os gatos escolham ficar sozinhos.

Ofereça vários recursos ambientais separados

Os principais recursos incluem alimentação, água, banheiros, arranhadores, áreas de brincar e áreas de descansar ou dormir. Esses recursos devem estar separados uns dos outros para que os gatos possam ter acesso livre sem serem desafiados por outros felinos ou possíveis ameaças. A separação de recursos não apenas reduz o risco de competição, como também estresse e doenças.

Dê a oportunidade de brincar e de um comportamento predatório

Comportamentos predatórios permitem que os gatos satisfaçam sua necessidade natural de caçar. A brincadeira pode ser estimulada com o uso de brinquedos interativos que imitam uma presa, como um rato de brinquedo que é puxado pelo chão ou penas em uma varinha que se movimente no ar. Os gatos precisam conseguir capturar a “presa”, às vezes, para não ficarem frustrados. Introduza brincadeiras interativas logo no início da vida do gato para que ele aprenda a evitar ir para as suas mãos ou pés para brincar. Usar comedouros interativos ou bolas com comida em seu interior pode imitar a ação da caça por uma presa e oferece um comportamento de alimentação mais natural. Importante estimular o gato individualmente, pois ele caça sozinho.

Garanta uma interação social entre gatos e humanos que seja positiva, consistente e previsível

As preferências individuais dos gatos determinam o quanto eles gostam de interações com pessoas. Em grande parte, isso depende se, quando pequenos, eles foram introduzidos e socializados com humanos. É importante lembrar que cada gato interage de forma diferente e deve-se respeitar as preferências individuais. 

Garanta um ambiente que respeite a importância do senso de olfato do gato

Diferentemente de humanos, os gatos usam seu olfato para avaliar o ambiente ao redor. Os gatos marcam seu cheiro esfregando a cabeça e o corpo, que deposita feromônios naturais para definir limites nos quais eles se sentem seguros e protegidos. Evite limpar o cheiro dessas áreas. Alguns odores podem ser ameaçadores para os gatos, como o cheiro de animais novos ou o uso de produtos com aroma artificial, limpadores ou detergentes.

Cheiros ameaçadores e a incapacidade de esfregar seu odor podem às vezes levar a comportamentos problemáticos, como urinar ou defecar fora da caixa de areia e arranhar áreas indesejáveis. Em certos casos, podem surgir doenças ligadas a estresse. Se algum desses problemas ocorrer, entre em contato com um veterinário imediatamente.

JULYENNE CHRISTYNNE ESCRIVANI FRASNELLI ([email protected])

Confira o artigo completo “O impacto da dor na hiperestesia felina, medo e ansiedade” na íntegra e sem custo, acessando a página 40 da edição de dezembro (nº 316) da Revista Cães e Gatos.

Cães e Gatos- Conteúdo Original

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