O cenário da Medicina Veterinária no Brasil não é simples e o trabalho dos médicos-veterinários vai muito além de promover saúde aos animais. Um dos grandes desafios é conciliar a alta demanda por resultados imediatos com a, ainda, baixa adesão à Medicina Veterinária preventiva no Brasil.
Com isso, na prática, os veterinários apenas são procurados em situações críticas, o que aumenta o risco de conflitos éticos e jurídicos, sobretudo quando os responsáveis pelos animais desconhecem protocolos de atendimento ou não compreendem as limitações técnicas de cada caso.
Para ajudar quem está nesta linha de frente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) acaba de lançar o Manual de Proteção Profissional do Médico-Veterinário.
“É muito raro algum colega não conhecer alguém que já tenha sido processado ou respondido a uma ação judicial em decorrência de sua atuação profissional”, afirma Tália Missen Tremori, presidente da Comissão Técnica de Medicina Veterinária Legal do Regional, que participou da elaboração da publicação.
O manual tem como objetivo servir de guia para que os profissionais aprimorem a comunicação e evitem situações desgastantes que possam resultar em processos éticos ou jurídicos.
Por isso, o Manual de Proteção Profissional do Médico-Veterinário reúne orientações sobre legislações específicas, comunicação interpessoal e outros temas relevantes para a prática da profissão.
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A publicação tem como intuito oferecer suporte aos médicos-veterinários e reduzir o número de processos éticos que poderiam ser evitados com simples esclarecimentos durante o atendimento.
“Este é um material pensado para ser simples, didático e prático. A ideia é que o profissional tenha em mãos um guia de fácil consulta, capaz de orientá-lo em diferentes situações da rotina, contribuindo não apenas para a qualidade do atendimento, mas também para o seu próprio bem-estar, ao saber como agir diante de cenários mais ou menos complexos”, explica Tália Missen Tremori.
Dessa forma, a presidente do CRMV-SP, Daniela Pontes Chiebao, destaca os cuidados que devem ser redobrados, sobretudo na área clínica, a mais suscetível a processos, e convida a categoria a conhecer a publicação.
“É fundamental que o médico-veterinário explique ao responsável a importância de cada procedimento realizado no animal, os riscos envolvidos, as consequências de não realizar exames laboratoriais e, principalmente, que mantenha um prontuário detalhado, registrando todas as orientações prestadas. O manual aborda justamente esses pontos”, ressalta.
Fonte: CRMV-SP, adaptado pela equipe Cães e Gatos.
FAQ sobre o Manual de Proteção Profissional do Médico-Veterinário
Por que foi criado o documento?
O Manual de Proteção Profissional do Médico-Veterinário foi desenvolvido por conta dos grandes desafios enfrentados pelos médicos-veterinários, que enfrentam dificuldades para conciliar a alta demanda por resultados imediatos no cuidado com os pacientes com a baixa adesão à Medicina Veterinária preventiva no Brasil.
Qual a proposta do Manual de Proteção Profissional do Médico-Veterinário?
O manual visa ser um guia para que os profissionais aprimorem a comunicação com os clientes e evitem situações desgastantes que possam resultar em processos éticos ou jurídicos.
Onde é possível ter acesso ao manual?
O manual pode ser baixado neste link.
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