O mercado de fusões e aquisições (M&A) na indústria pet — especialmente em alimentos para animais — atravessa um período de desaceleração desde 2022.
Mesmo assim, analistas e investidores começam a enxergar sinais de retomada a partir de 2026, ainda que longe dos níveis recordes registrados durante a pandemia.
Em 2025, foram contabilizados apenas 23 negócios de M&A no setor pet, número inferior aos 26 de 2024 e bem distante do pico entre 2020 e 2022, quando o volume anual chegou a 58 transações.
Quase metade dos acordos de 2025 teve origem em um único grupo europeu, a britânica Nutriment Co., evidenciando um mercado mais concentrado e seletivo.
Segundo Carol Frank, fundadora da BirdsEye Advisory Group, este foi o período mais lento de sua carreira de 15 anos em M&A.
Ainda assim, ao ouvir seis grandes compradores ativos no setor pet, a especialista aponta um consenso: há um otimismo cauteloso de que o ritmo volte a crescer em 2026, embora sem repetir o boom dos anos anteriores.
Categorias que continuam no radar dos investidores
Mesmo em um cenário mais retraído, algumas áreas seguem despertando forte interesse. Entre elas, destacam-se os produtos de consumo recorrente, como alimentos para gatos — impulsionados pela estabilidade ou crescimento da população felina — e os petiscos para animais de estimação.
Produtos premium, especialmente aqueles com apelo funcional e benefícios à saúde, também permanecem atrativos, assim como suplementos e itens voltados ao bem-estar animal.
Serviços pet, como hospedagem, daycare, adestramento, grooming e até seguros, completam a lista de segmentos considerados promissores.
O desempenho comercial ajuda a explicar esse interesse. Categorias que combinam crescimento, resiliência e margens saudáveis continuam atraindo capital, mesmo em um ambiente econômico mais cauteloso.
Para os compradores, porém, é essencial que o potencial de expansão esteja alinhado a uma avaliação realista do negócio.
O que os compradores procuram nas empresas
Além de bons números, investidores buscam empresas bem estruturadas, com gestão sólida e diferenciais claros. Barreiras de entrada, potencial de margem e qualidade da liderança são critérios decisivos.
Segundo executivos do setor, o capital continua disponível, mas apenas para negócios capazes de demonstrar por que conseguem crescer e se manter relevantes em diferentes cenários econômicos.
Estar preparado para uma aquisição — com processos organizados, estratégia clara e foco — tornou-se um fator determinante.
E fora dos Estados Unidos?
Vale ressaltar que essas análises refletem principalmente o mercado norte-americano. Em outras regiões, o cenário pode ser bem diferente.
Na Europa, por exemplo, os últimos anos foram marcados por movimentos agressivos de consolidação, primeiro com a United Pet Food, entre 2023 e 2024, e depois com a própria Nutriment Co., que intensificou suas aquisições em 2025.
Esse contraste reforça que o apetite por M&A no setor pet não desapareceu, mas se redistribuiu geograficamente e passou a operar com critérios mais rigorosos.
Fonte: Pet Food Industry, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre fusões e aquisições no mercado pet
Por que o mercado de M&A pet desacelerou nos últimos anos?
O fim do boom da pandemia, a cautela econômica e avaliações mais rigorosas reduziram o ritmo das aquisições.
Quais segmentos pet são mais atrativos para investidores hoje?
Alimentos para gatos, petiscos, produtos funcionais, suplementos e serviços pet seguem no radar.
O volume de aquisições deve voltar aos níveis de 2020 a 2022?
Especialistas acreditam em retomada em 2026, mas sem repetir os recordes daquele período.
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