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Estudo traz mais precisão ao prognóstico do mastocitoma canino – Portal Cães e Gatos

Um novo estudo internacional trouxe avanços importantes na forma como médicos-veterinários podem avaliar o prognóstico do mastocitoma canino, uma das neoplasias cutâneas mais frequentes em cães.  – PUBLICIDADE – A pesquisa contribui para tornar as previsões clínicas mais precisas, auxiliando tanto no planejamento do tratamento quanto no acompanhamento dos pacientes ao longo do tempo. A […]

Um novo estudo internacional trouxe avanços importantes na forma como médicos-veterinários podem avaliar o prognóstico do mastocitoma canino, uma das neoplasias cutâneas mais frequentes em cães. 

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A pesquisa contribui para tornar as previsões clínicas mais precisas, auxiliando tanto no planejamento do tratamento quanto no acompanhamento dos pacientes ao longo do tempo.

A investigação foi baseada em dados de um laboratório de diagnóstico do Reino Unido, o CVS Finn Pathologists, em parceria com a base de dados VetCompass, do Royal Veterinary College (RVC). 

O objetivo foi aprofundar o entendimento sobre quais fatores laboratoriais realmente ajudam a prever a sobrevivência dos cães e o risco de reaparecimento do tumor após o tratamento.

De acordo com os pesquisadores, entre 16% e 20% dos tumores cutâneos e subcutâneos diagnosticados em cães são tumores de mastócitos. 

Apesar de comuns, esses tumores representam um grande desafio clínico, já que sua evolução pode variar significativamente: alguns apresentam comportamento mais benigno, enquanto outros evoluem de forma agressiva, com risco de metástase e recidiva.

O estudo analisou 199 tumores em 197 cães acompanhados em ambiente clínico. Os autores avaliaram diversos indicadores laboratoriais associados ao comportamento do mastocitoma, incluindo a taxa de divisão celular, a atividade biológica do tumor e a presença de alterações genéticas ligadas a formas mais agressivas da doença.

Entre os fatores analisados, estavam marcadores que indicam o quão rapidamente as células tumorais se multiplicam, além de mutações genéticas específicas já associadas a pior prognóstico em estudos anteriores. 

A proposta foi entender se esses dados, isoladamente ou em conjunto, poderiam oferecer previsões mais confiáveis sobre a evolução da doença.

Os resultados mostraram que nenhum teste isolado é capaz de prever, sozinho, o desfecho clínico em todos os casos de mastocitoma canino. 

No entanto, determinadas alterações genéticas específicas se destacaram como indicadores relevantes, principalmente em tumores classificados como de baixo grau. 

Nessas situações, os marcadores genéticos ajudaram a identificar cães com maior risco de recidiva e menor taxa de sobrevivência. Outro ponto importante destacado pelos pesquisadores foi a velocidade de crescimento das células tumorais. 

A taxa de proliferação celular confirmou-se como um sinal significativo de pior prognóstico, reforçando a importância desse parâmetro na avaliação histopatológica dos tumores.

O estudo também apontou que tumores cutâneos e subcutâneos apresentam comportamentos clínicos semelhantes, contrariando a percepção de que a localização poderia, por si só, indicar maior ou menor gravidade. 

Além disso, os autores alertam que alguns critérios cirúrgicos, frequentemente utilizados para definir prognóstico, devem ser interpretados com cautela e sempre em conjunto com outros dados clínicos e laboratoriais.

Para Owen Davies, autor principal do estudo e especialista em oncologia veterinária no Bristol Vet Specialists, os resultados reforçam a necessidade de uma abordagem mais abrangente. 

“Este estudo mostra que não existe um único teste capaz de prever o desfecho em todos os cães com tumores de mastócitos”, afirma. 

Segundo ele, as decisões clínicas devem ser baseadas em uma avaliação global, considerando histórico do paciente, exames laboratoriais, características do tumor e resposta ao tratamento.

Na prática, a pesquisa contribui para um manejo mais individualizado do mastocitoma canino. 

Com informações mais precisas, os veterinários podem orientar melhor os tutores sobre expectativas de tratamento, necessidade de terapias complementares e frequência do acompanhamento, promovendo mais segurança e qualidade de vida aos animais.

Fonte: Veterinaria Atual, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre o mastocitoma canino

O que é o mastocitoma canino?

É um tumor originado dos mastócitos, células do sistema imunológico, e está entre as neoplasias de pele mais comuns em cães.

Um único exame é suficiente para definir o prognóstico do mastocitoma?

Não, o estudo mostra que o prognóstico depende da análise conjunta de fatores clínicos, laboratoriais e genéticos.

Por que a taxa de crescimento das células é importante?

Porque uma proliferação celular mais rápida está associada a tumores mais agressivos e a um pior prognóstico.

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