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Devo levar meu gato para a viagem de férias? Entenda mais agora! – Portal Cães e Gatos

As férias costumam trazer planos de descanso, deslocamentos e novos cenários. Para quem convive com gatos, porém, surge uma dúvida comum: incluir o animal na viagem ou deixá-lo em casa é a melhor escolha? – PUBLICIDADE – De acordo com a médica-veterinária Samara Corrêa, do Hospital Veterinário do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e pós-graduanda […]

As férias costumam trazer planos de descanso, deslocamentos e novos cenários. Para quem convive com gatos, porém, surge uma dúvida comum: incluir o animal na viagem ou deixá-lo em casa é a melhor escolha?

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De acordo com a médica-veterinária Samara Corrêa, do Hospital Veterinário do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e pós-graduanda em Medicina Felina pela Escola Brasileira de Metodologias Educacionais de Valor (Ebramev), a decisão deve ser sempre individualizada.

O primeiro passo é avaliar o perfil comportamental e o estado de saúde do felino, já que nem todos lidam bem com mudanças.

“É fundamental observar se o bichano tolera alterações de ambiente, se está adaptado à caixa de transporte e se não possui doenças que possam ser agravadas por situações de estresse”, explica Samara.

Antes de qualquer planejamento, a orientação é realizar um check-up e conversar com o profissional de confiança sobre os riscos e benefícios da viagem.

A consulta com veterinários que atuam com comportamento felino também pode ajudar a reduzir o impacto da mudança e preparar o novo espaço para a chegada do animal.

Devo levar meu gato para a viagem de férias? Entenda mais agora!
Entender o perfil do pet é essencial antes de passear com ele fora de casa (Foto: Reprodução)

Viajar nem sempre é a melhor opção para gatos 

No geral, os felinos não costumam gostar de viajar. Isso ocorre porque são animais territorialistas e a quebra da rotina, associada à troca de ambiente, tende a elevar significativamente o nível de estresse.

“O ideal, na maioria dos casos, é que o animal de estimação permaneça no espaço onde já se sente seguro”, destaca a veterinária.

Quando a família precisa se ausentar, uma alternativa mais confortável é contar com uma cat sitter ou com alguém próximo que já conheça os hábitos do animal, garantindo alimentação, limpeza e monitoramento do bem-estar durante o período fora.

Alguns comportamentos indicam que o gato não lida bem com alterações ambientais. Entre os sinais mais comuns estão vômitos, diminuição do apetite, vocalização excessiva, micção inadequada e reações agressivas, que podem ser direcionadas a outros animais ou aos próprios tutores.

Essas manifestações reforçam a importância de avaliar cuidadosamente se a viagem é, realmente, necessária e se o bichano apresenta perfil compatível com esse tipo de experiência.

Preparação e transporte exigem planejamento

Se a viagem for inevitável e o pet estiver bem para a ocasião, a preparação deve ser gradual e focada na redução do estresse.

A adaptação prévia à caixa de transporte é essencial, associando o objeto a experiências positivas, como petiscos e feromônios sintéticos.

Treinos progressivos com o carro, começando por períodos curtos, ajudam na dessensibilização.

Ainda assim, a especialista ressalta que o deslocamento só deve ocorrer se o bichano demonstrar boa tolerância durante esse processo.

Durante o trajeto, o animal deve permanecer sempre em uma caixa adequada ao seu tamanho, bem ventilada, estável e fixada com cinto de segurança.

O ambiente do veículo precisa estar fresco e silencioso, e o gato não deve ser retirado do espaço até a chegada ao destino, quando estiver em um local seguro, sem risco de fuga.

“Mesmo com todos os cuidados, a viagem só é indicada quando o felino realmente se adapta bem a esse tipo de situação”, reforça a profissional.

Documentos e itens indispensáveis

Para viajar, o bichano deve estar clinicamente saudável e, em alguns casos, portar um atestado veterinário emitido pouco tempo antes do deslocamento.

A vacina antirrábica válida é obrigatória, além da recomendação de manter as demais imunizações essenciais em dia.

Dependendo do tipo de passeio, podem ser exigidos documentos como a Guia de Transporte Animal (GTA) ou o Certificado Veterinário Internacional (CVI), além do cumprimento das regras da companhia aérea ou do país de destino, se o percurso for realizado de avião.

Na bagagem, é importante priorizar itens que ajudem a manter a rotina: ração habitual, potes conhecidos, medicamentos de uso contínuo, caixa de areia com substrato familiar e objetos com o cheiro do próprio animal, como cobertores e brinquedos.

“Manter elementos familiares ajuda a oferecer segurança emocional e reduzir o impacto da mudança”, conclui a veterinária.

Devo levar meu gato para a viagem de férias? Entenda mais agora!
Sempre leve os itens essenciais do dia a dia do seu pet para as viagens (Foto: Reprodução)

FAQ sobre levar o gato para a viagem de férias

Como saber se meu gato está apto a se deslocar nas férias?

É necessário avaliar o perfil comportamental, a adaptação à caixa de transporte e o estado de saúde. Um check-up veterinário e a conversa com um profissional de confiança são essenciais para entender os riscos e benefícios da viagem.

Quais sinais indicam que meu pet não lida bem com trocas de ambiente?

Vômitos, perda de apetite, vocalização excessiva, micção inadequada e comportamentos reativos são sinais comuns de estresse intenso diante de alterações na rotina.

O que não pode faltar na mala do felino para a viagem de férias?

Ração habitual, potes conhecidos, medicamentos de uso contínuo e objetos com cheiro do próprio animal, como cobertores e brinquedos, fazem a diferença para manter a rotina.

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