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quais os exames mais importantes? – Portal Cães e Gatos

Antes de qualquer procedimento anestésico, a avaliação pré-anestésica é uma etapa essencial para a segurança de cães e gatos. – PUBLICIDADE – Mais do que liberar ou não uma cirurgia, esse cuidado reúne informações clínicas e laboratoriais, que permitem ao profissional escolher o protocolo mais adequado para cada paciente, respeitando suas particularidades e o tipo […]

Antes de qualquer procedimento anestésico, a avaliação pré-anestésica é uma etapa essencial para a segurança de cães e gatos.

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Mais do que liberar ou não uma cirurgia, esse cuidado reúne informações clínicas e laboratoriais, que permitem ao profissional escolher o protocolo mais adequado para cada paciente, respeitando suas particularidades e o tipo de cirurgia ao qual será submetido.

Segundo o médico-veterinário Gabriel de Vasconcellos Aquino, anestesista do Hospital Veterinário Taquaral, a análise começa muito antes dos exames complementares.

“No primeiro momento, é fundamental avaliar a resenha do animal, considerando espécie, raça e idade, além de fazer uma anamnese detalhada, que levante doenças prévias, uso de medicamentos e experiências anestésicas anteriores”, explica Aquino.

O exame físico completo é indispensável e, junto à anamnese, direciona as avaliações serão realmente necessárias.

Mas, de acordo com o especialista, não existe um protocolo único que sirva para todos os animais, já que o estado de saúde e os riscos associados variam amplamente.

Entre os exames laboratoriais considerados básicos estão o hemograma e a avaliação da função renal.

O hemograma fornece dados importantes sobre transporte de oxigênio, resposta imunológica e plaquetas, fundamentais para a coagulação.

Já a creatinina e a ureia ajudam a avaliar a função dos rins, informação decisiva para o ajuste das drogas anestésicas.

A dosagem de albumina e outras proteínas plasmáticas também merece atenção.

“Grande parte dos anestésicos se liga às proteínas do sangue. Quando esses níveis estão reduzidos pode haver uma ação mais intensa de alguns fármacos”, destaca o especialista.

Análise cardíaca

A análise cardiológica ocupa papel central na avaliação pré-anestésica. A auscultação cardíaca cuidadosa é obrigatória e, segundo Aquino, muitas vezes subestimada.

“Qualquer suspeita de sopro exige investigação mais aprofundada, sendo o ecocardiograma mandatório nesses casos”, afirma.

Em pacientes com mais de oito anos ou pertencentes a raças predispostas a alterações cardíacas, a recomendação é ampliar a investigação, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes.

Em algumas situações, um eletrocardiograma associado a uma boa ausculta pode ser suficiente, mas a decisão deve sempre considerar o perfil individual.

Avaliação pré-anestésica: quais os exames mais importantes?
Antes de escolher os exames pré-anestésicos, é importante levar em consideração a raça e a idade do animal (Foto: Divulgação)

Exames de imagem: quando são necessários?

Além das análises de sangue, métodos de imagem podem ser incorporados conforme a suspeita clínica.

A ultrassonografia abdominal é indicada quando há aumento de volume abdominal, dor à palpação ou suspeita de modificações em órgãos internos.

Já a radiografia torácica é recomendada para pacientes oncológicos, visando à pesquisa de metástases, e para aqueles com alterações respiratórias ou achados anormais na ausculta pulmonar.

Os resultados desses exames impactam diretamente o planejamento anestésico.

“Animais cardiopatas, por exemplo, não toleram bem fármacos que alteram muito a hemodinâmica, como doses elevadas de dexmedetomidina, e isso precisa ser ponderado”, explica o veterinário.

Em casos de aumento expressivo de vísceras abdominais, a ventilação pulmonar também pode ser prejudicada pela compressão do diafragma, exigindo cuidados adicionais.

Classificação e individualização

A estratificação do risco anestésico é feita, em geral, pelos critérios ASA, que classificam os animais de I a V, do menor ao maior risco.

Apesar de amplamente utilizada, essa classificação não substitui a análise individual.

“Dois pacientes ASA III podem ter condições completamente diferentes e o protocolo precisa ser ajustado a cada realidade”, ressalta o especialista.

Animais geriátricos, braquicefálicos, cardiopatas, nefropatas ou com doenças endócrinas demandam avaliações mais detalhadas.

Nos casos renais, por exemplo, os exames indicados incluem creatinina, ureia, fósforo, cálcio, potássio, urina, ultrassonografia do trato urinário e aferição da pressão arterial.

Para endocrinopatias, é essencial que a condição esteja recentemente avaliada e sob bom controle clínico.

Essas informações permitem evitar determinados fármacos e preparar estratégias preventivas para possíveis intercorrências, como alterações de pressão arterial ou necessidade de suporte à função cardíaca.

Análise físico como guia do protocolo

Aspectos como auscultação cardiopulmonar, avaliação das vias aéreas, hidratação, condição corporal e dor influenciam diretamente a escolha das medicações anestésicas.

Pacientes obesos, por exemplo, se beneficiam de drogas menos lipofílicas e com depuração mais rápida, enquanto extremos de peso exigem ajustes de dose.

A dor também deve ser avaliada e tratada de forma proporcional à intensidade esperada do procedimento.

“Não existe um único dado mais importante. Todas as informações se complementam para que possamos chegar a um protocolo anestésico mais seguro e eficiente para cada situação”, conclui Aquino.

Avaliação pré-anestésica: quais os exames mais importantes?
Depois de todos os exames necessários feitos, o procedimento pode ser realizado (Foto: Divulgação)

FAQ sobre avaliação pré-anestésica

Quais exames não podem faltar na análise pré-anestésica de rotina?

O hemograma e exames de função renal, como creatinina e ureia, são considerados indispensáveis na maioria dos casos. 

Quando o ecocardiograma é indicado antes do procedimento?

Ele é recomendado para pacientes acima de oito anos, para aqueles com modificações na auscultação cardíaca ou pertencentes a raças com predisposição a doenças cardíacas.

Qual é a função da classificação ASA?

A classificação ASA ajuda a estimar o risco anestésico, variando de I a V, do menor ao maior risco. No entanto, ela não substitui a avaliação individual do paciente, já que animais com a mesma classificação podem ter condições clínicas muito diferentes.

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