O mercado global de ingredientes de micoproteína para alimentos destinados a pets deve registrar um crescimento expressivo nos próximos anos.
Segundo relatório da consultoria Research Intelo, o setor foi avaliado em US$420 milhões em 2024 e tem projeção de alcançar US$1,12 bilhão até 2033, com uma taxa de crescimento anual composta de 11,2% ao longo do período.
De acordo com o estudo, esse avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por alternativas sustentáveis, ricas em proteína e consideradas mais amigáveis para animais com sensibilidades alimentares.
Tutores estão cada vez mais atentos à saúde de cães e gatos e também ao impacto ambiental das escolhas nutricionais, o que favorece a adoção de proteínas alternativas na formulação de pet food.
A micoproteína é um ingrediente obtido por meio de processos de fermentação e se destaca por apresentar alto teor proteico, baixo teor de gordura e ausência de colesterol.
Essas características a tornam atrativa para aplicações na alimentação animal, especialmente em dietas que buscam equilibrar nutrição, digestibilidade e menor impacto ambiental.
O relatório aponta que a conscientização dos consumidores sobre os impactos ambientais das proteínas de origem animal tradicionais também tem papel central nesse crescimento.
A produção de micoproteína gera uma pegada de carbono significativamente menor quando comparada à carne convencional, fator que vem pressionando a indústria a explorar fontes proteicas alternativas.
Outro elemento relevante é a tendência de humanização dos pets. Segundo a Research Intelo, muitos tutores procuram para seus animais opções alimentares semelhantes às que escolhem para si mesmos: nutritivas, funcionais e sustentáveis.
Essa mudança de comportamento fortalece o posicionamento da micoproteína como ingrediente alinhado às novas expectativas do mercado.
Além disso, o ambiente regulatório mais favorável para ingredientes inovadores na nutrição animal tem contribuído para a expansão do setor.
Em diversos mercados, há maior abertura para o uso de novas fontes proteicas em alimentos para pets, desde que atendam aos critérios de segurança e adequação nutricional.
Apesar das perspectivas positivas, o estudo também aponta desafios. Entre eles estão os custos elevados de produção e a limitação do conhecimento do consumidor em algumas regiões.
A incorporação da micoproteína às dietas de cães e gatos exige formulações cuidadosas para garantir que todas as necessidades nutricionais sejam atendidas de forma adequada.
Por outro lado, avanços tecnológicos têm ajudado a reduzir parte dessas barreiras. Melhorias nos processos de fermentação e bioprocessamento aumentaram o rendimento, a consistência e a retenção de nutrientes da micoproteína, tornando sua aplicação mais viável em escala industrial.
Fonte: Pet Food Industry, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre micoproteína na alimentação de pets
O que é micoproteína e por que ela está ganhando espaço no pet food?
É uma proteína obtida por fermentação, rica em nutrientes e com menor impacto ambiental, alinhada às novas demandas dos tutores.
Quais são os principais benefícios da micoproteína para cães e gatos?
Alto teor de proteína, baixo teor de gordura, ausência de colesterol e potencial uso em dietas mais sustentáveis.
Quais desafios ainda limitam a expansão desse mercado?
Custos de produção elevados, necessidade de formulações nutricionais precisas e menor conhecimento do consumidor em alguns mercados.
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