O ano de 2025 trouxe bons resultados para o setor de nutrição animal. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), entre janeiro e setembro a indústria brasileira de alimentação animal alcançou 66,5 milhões de toneladas de rações.
Esse número representa um crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2024 e reflete, exclusivamente, o desempenho do segmento de rações, estando aliado à projeção de 90 milhões de toneladas ao final do ano.
Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, os números reforçam a capacidade de adaptação do setor em um cenário global ainda marcado por incertezas.
“A indústria de alimentação animal permanece resiliente mesmo diante das incertezas globais, sustentada por eficiência, inovação e forte base produtiva”, comenta.
Pet food em alta
Ainda conforme dados do Sindirações, o segmento de alimentação para pets gerou um consumo de aproximadamente três milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2025.
Logo, a estimativa para o ano foi de um alcance quatro milhões de toneladas, distribuídas entre cães (80%), gatos (19%) e demais espécies — pássaros, peixes ornamentais, répteis e pequenos mamíferos (1%).
Diante da projeção de 90 milhões de toneladas, a produção de ração para pets representa 0,8% do total estimado.
Para Zani, a nutrição de precisão e os sistemas intensivos consolidam a previsibilidade técnica, reforçam a eficiência econômica e asseguram ao Brasil uma posição estratégica entre os maiores players globais de proteína animal.
Crescimento de 3,36%
Por outro lado, a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet) projetou um crescimento do setor de apenas 3,36% em 2025 quando comparado com 2024. Essa projeção teve como base os resultados do terceiro trimestre.
Em 2024, o faturamento total da categoria foi de R$ 75,4 bilhões, se mantendo abaixo das projeções que apontavam um valor superior aos R$ 77 bilhões.
Já para 2025, a entidade previu um crescimento em queda, causado pelo cenário econômico e tributário enfrentado no país. Com isso, a projeção foi de um faturamento de R$ 77,89 bilhões até o final de dezembro
“O setor pet segue sólido, mas os resultados projetados para 2025 refletem os desafios econômicos e o peso da alta tributação sobre os produtos e serviços do setor. Junto da inflação, a desaceleração do consumo são influências negativas. O valor do dólar também influencia no preço de ingredientes básicos de produtos como o pet food”, afirma Caio Villela, CEO da Abempet.
Resultados por segmento
Conforme dados da Abempet, a venda de alimentos industrializados para animais de estimação estava prevista para encerrar 2025 com R$ 41,4 bilhões, representando 53,1% do total do setor.
Com relação aos canais de acesso, pet shops pequenos e médios possuem um papel importante, garantindo quase metade de todo movimento do varejo (48,1%).
Em segundo lugar estão as clínicas e hospitais veterinários, que representam 17,5% do faturamento (R$ 13,6 bilhões) e, por fim, as cadeias de mega stores pet têm uma fatia de 9,6%, faturando R$ 7,5 bilhões.


